Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Turismo
Mexe-Mexe: o bloco mais tradicional de Balneário Camboriú comemora 30 anos de Carnaval

Veja aqui a programação, dias e horários das apresentações do bloco nesse Carnaval

Quarta, 19/2/2020 16:45.
Divulgação
Mexe-Mexe

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Desfilando pelas ruas de Balneário Camboriú há 30 anos, o bloco Mexe-Mexe segue firme. Fundado em novembro de 1989, quando um grupo de 15 amigos (contando seus familiares), sentiu a necessidade de ‘brincar o Carnaval de rua’, que não existia em Balneário na época. O Mexe-Mexe sai na sexta-feira (21), às 20h45, e abre os desfiles de sábado (22) a segunda (24), nesse mesmo horário. Haverá também apresentação na praça Tamandaré na terça-feira (25).

Marisa Inês Regis fazia parte desse grupo de amigos e permanece até hoje no Mexe-Mexe, sendo vice-presidente. Ela relembra que os encontros aconteciam no Bar do Mano, na Rua Inglaterra, no Bairro das Nações, e lá já tocavam sambas e cantavam, mas Carnaval não existia. O primeiro desfile do grupo, com o nome Mexe-Mexe, aconteceu no Carnaval de 1990.

“Desde o primeiro momento decidimos tocar as marchinhas de Carnaval e sambas de raiz, para recriar a saudável brincadeira de Carnaval de Rua, entre familiares e amigos. Na primeira vez seguimos a pé, cada um carregando seus instrumentos, da Rua Inglaterra até o Calçadão da Avenida Central”, diz.

Em 1992 a prefeitura fez o primeiro Carnaval oficial da cidade, e em 1994 o Mexe-Mexe adquiriu o Jeep e a famosa carretinha, que foram reformados e seguem até hoje.

“Nesses 30 anos completados em 2019, nunca deixamos de sair em um Carnaval sequer, com ou sem desfile oficial”, acrescenta.

O espírito familiar e de Carnaval entre amigos não se perdeu com o passar dos anos, tanto que mesmo tendo venda de abadás, o Mexe-Mexe preza por controlar o número, já que o objetivo não é ser um bloco grande – a maioria dos ‘foliões’ são amigos e familiares, que se reúnem ao longo do ano.

Marisa analisa que a sociedade mudou muito dos anos 90 para hoje, mas que o Mexe-Mexe ‘nem tanto’, permanecendo fiel às marchinhas, por considerarem que eles, com sua simplicidade e pluralidade, mantém o Carnaval. “Trio-elétrico, Escolas, grandes blocos, tudo vale, tudo é cultura, apenas optamos pelas marchinhas e sua simplicidade. Inclusive o bloco não tem fantasia, é camiseta, bermuda e chinelo (risos). A prioridade é a música. Por exemplo, estes dias o bloco passou pela cidade e tocamos ‘Colombina Iê Iê Iê’, quem mais tocaria? Só nós (risos)”, explica.

O povo gosta

A vice-presidente vê que a Liga Carnavalesca também vem contribuindo com o Carnaval de Balneário, assim como poder público.

“Mas o principal é que tem público, o povo participa e gosta”, diz.

Mesmo assim, Marisa diz que é preciso mais incentivo financeiro, porém afirma que ‘o espírito carnavalesco, o da felicidade por nada, esse o povo brasileiro traz na alma e não acaba, não’.

“Balneário Camboriú é uma cidade atípica, turística, precisa de entretenimento. Se um dia resolverem importar Escolas e fazer um desfile colossal, vai ter público, inclusive nós (risos), mas o mais importante é não ‘matar’ os blocos e isto Balneário não faz, eles se multiplicam”, completa.

Programação

Sexta-feira (21), às 20h45, o Mexe-Mexe sairá pelas ruas sem parar, só com os integrantes e a carretinha. Sábado, domingo e segunda (22, 23 e 24) o bloco sai da Rua 2.000 indo até a Tamandaré com todos os foliões dos desfiles de blocos. “Terça-feira (25) é o que mudou, este ano vamos tocar 45 minutos no palco da Praça Tamandaré”, completa.


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Mexe-Mexe: o bloco mais tradicional de Balneário Camboriú comemora 30 anos de Carnaval

Veja aqui a programação, dias e horários das apresentações do bloco nesse Carnaval

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Quarta, 19/2/2020 16:45.

Desfilando pelas ruas de Balneário Camboriú há 30 anos, o bloco Mexe-Mexe segue firme. Fundado em novembro de 1989, quando um grupo de 15 amigos (contando seus familiares), sentiu a necessidade de ‘brincar o Carnaval de rua’, que não existia em Balneário na época. O Mexe-Mexe sai na sexta-feira (21), às 20h45, e abre os desfiles de sábado (22) a segunda (24), nesse mesmo horário. Haverá também apresentação na praça Tamandaré na terça-feira (25).

Marisa Inês Regis fazia parte desse grupo de amigos e permanece até hoje no Mexe-Mexe, sendo vice-presidente. Ela relembra que os encontros aconteciam no Bar do Mano, na Rua Inglaterra, no Bairro das Nações, e lá já tocavam sambas e cantavam, mas Carnaval não existia. O primeiro desfile do grupo, com o nome Mexe-Mexe, aconteceu no Carnaval de 1990.

“Desde o primeiro momento decidimos tocar as marchinhas de Carnaval e sambas de raiz, para recriar a saudável brincadeira de Carnaval de Rua, entre familiares e amigos. Na primeira vez seguimos a pé, cada um carregando seus instrumentos, da Rua Inglaterra até o Calçadão da Avenida Central”, diz.

Em 1992 a prefeitura fez o primeiro Carnaval oficial da cidade, e em 1994 o Mexe-Mexe adquiriu o Jeep e a famosa carretinha, que foram reformados e seguem até hoje.

“Nesses 30 anos completados em 2019, nunca deixamos de sair em um Carnaval sequer, com ou sem desfile oficial”, acrescenta.

O espírito familiar e de Carnaval entre amigos não se perdeu com o passar dos anos, tanto que mesmo tendo venda de abadás, o Mexe-Mexe preza por controlar o número, já que o objetivo não é ser um bloco grande – a maioria dos ‘foliões’ são amigos e familiares, que se reúnem ao longo do ano.

Marisa analisa que a sociedade mudou muito dos anos 90 para hoje, mas que o Mexe-Mexe ‘nem tanto’, permanecendo fiel às marchinhas, por considerarem que eles, com sua simplicidade e pluralidade, mantém o Carnaval. “Trio-elétrico, Escolas, grandes blocos, tudo vale, tudo é cultura, apenas optamos pelas marchinhas e sua simplicidade. Inclusive o bloco não tem fantasia, é camiseta, bermuda e chinelo (risos). A prioridade é a música. Por exemplo, estes dias o bloco passou pela cidade e tocamos ‘Colombina Iê Iê Iê’, quem mais tocaria? Só nós (risos)”, explica.

O povo gosta

A vice-presidente vê que a Liga Carnavalesca também vem contribuindo com o Carnaval de Balneário, assim como poder público.

“Mas o principal é que tem público, o povo participa e gosta”, diz.

Mesmo assim, Marisa diz que é preciso mais incentivo financeiro, porém afirma que ‘o espírito carnavalesco, o da felicidade por nada, esse o povo brasileiro traz na alma e não acaba, não’.

“Balneário Camboriú é uma cidade atípica, turística, precisa de entretenimento. Se um dia resolverem importar Escolas e fazer um desfile colossal, vai ter público, inclusive nós (risos), mas o mais importante é não ‘matar’ os blocos e isto Balneário não faz, eles se multiplicam”, completa.

Programação

Sexta-feira (21), às 20h45, o Mexe-Mexe sairá pelas ruas sem parar, só com os integrantes e a carretinha. Sábado, domingo e segunda (22, 23 e 24) o bloco sai da Rua 2.000 indo até a Tamandaré com todos os foliões dos desfiles de blocos. “Terça-feira (25) é o que mudou, este ano vamos tocar 45 minutos no palco da Praça Tamandaré”, completa.


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