Jornal Página 3

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Atlético-MG marca nos acréscimos de cada tempo, vence por 2 a 0 e afunda Cruzeiro

Segunda, 5/8/2019 7:53.

Por Pery Negreiros, especial para a AE
Com dois gols marcados nos acréscimos de cada etapa, o Atlético-MG saiu vencedor do clássico mineiro contra o Cruzeiro neste domingo por 2 a 0, no estádio Independência, em Belo Horizonte, em jogo válido pela 13.ª rodada do Campeonato Brasileiro, e avançou na tabela de classificação em direção a Palmeiras e Flamengo, seus adversários mais próximos na luta pelo título. De quebra, ainda deixou o time rival na zona da degola, lamentando um jejum que já chega a 10 jogos apenas na competição nacional.

A vitória, a segunda em sequência sobre o rival em seis clássicos no ano, leva o Atlético-MG aos 24 pontos. A equipe se mantém em quarto lugar, mas encosta no Flamengo, terceiro, que tem a mesma pontuação e mais cedo foi derrotado pelo Bahia, em Salvador (os cariocas levam vantagem no saldo: 9 a 6). Também chega mais perto do Palmeiras, que apenas empatou contra o Corinthians e está com 28.

Do outro lado da rivalidade mineira, a sétima derrota da competição, que faz parte de uma sequência de 10 jogos sem um único triunfo sequer no certame, deixa o Cruzeiro na zona de rebaixamento, em 17.º, com apenas 10 pontos.

A tensão no Independência já estava no ar antes mesmo do início do jogo. Na chegada ao estádio, o ônibus com a delegação cruzeirense foi atingido por uma pedra, que por pouco não acertou o lateral-direito Orejuela e o atacante Pedro Rocha. Os dois jogadores estavam sentados próximos à janela danificada, mas nada sofreram.

O clima pesado que vinha de fora era reflexo da atmosfera de rivalidade histórica entre os dois clubes, ainda mais inflamada no último mês após a classificação do Cruzeiro no duelo das quartas de final da Copa do Brasil. Foram faixas provocativas espalhadas por vários pontos de Belo Horizonte, além de atos de vandalismo e até milho espalhado pelo estádio atleticano, tudo isso dando o tom do que seria o encontro deste domingo.

No campo, tais excessos resultaram em um jogo de poucas emoções no primeiro tempo. Os goleiros Cleiton e Fábio quase nada foram incomodados durante boa parte da etapa, que foi repleta de passes errados e muita combatividade no meio de campo.

A posse de bola era maior do Cruzeiro, mas quem chegava com maior efetividade era o Atlético-MG. Em um desses lances ofensivos da equipe da casa, jogada envolvendo os colombianos Chará e Orejuela deixou em dúvida a equipe de arbitragem comandada pelo gaúcho Leandro Pedro Vuaden. Ele recorreu ao VAR e, depois de paralisar a partida por quase cinco minutos, resolveu dar falta de ataque.

Em outra rara oportunidade de gol na etapa inicial, Henrique chutou forte, de fora da área, para boa participação do garoto Cleiton, que mais uma vez substituiu o veterano Victor, lesionado e fora do time há quatro partidas, entre Brasileirão e Copa Sul-Americana.

E o embate prosseguiu sem grandes momentos até que Vinícius Goes, assíduo no time titular do Atlético-MG desde o gol decisivo na vitória sobre a Chapecoense por 2 a 1, fora de casa, resolveu mexer no placar. Aos 45 minutos, o meia veio carregando a bola até vencer a marcação de Henrique e bater para o gol de fora da área, rasteiro, no canto direito de Fábio: 1 a 0.

Sem modificações nas escalações para o segundo tempo, o que ficou mais evidente foi a intenção do time da casa, em vantagem no placar, de chamar o rival para poder responder com mais espaços no contra-ataque.

Os espaços, porém, não eram concedidos como esperado, ainda que Chará e Cazares, constantemente se movimentando e invertendo seus lados pelas pontas do ataque atleticano, continuassem a incomodar a retaguarda adversária.

Tal qual vinha acontecendo em seus últimos jogos, a equipe do técnico Mano Menezes se mantinha com a bola, mas continuava sem imaginação. Como resultado disso, os comandados de Rodrigo Santana, bem mais efetivos, passaram a ameaçar o gol de Fábio com maior tranquilidade. No fim, foram 14 finalizações atleticanas contra 11 cruzeirenses.

Com a entrada de Geuvânio no lugar de Cazares, essa predominância se manteve. Ligado no jogo como raramente acontece, o meia-atacante foi autor de boas movimentações pelo lado direito do ataque. Em uma delas, aos 30 minutos, acertou a trave direita de Fábio após cortar para dentro e bater da entrada da área.

O troco ainda viria aos 43 minutos, com Sassá acertando o poste esquerdo de Cleiton depois de escanteio e bola desviada de cabeça por Dedé. Mas tratava-se apenas do último sopro de esperança cruzeirense na partida, uma vez que, no lance seguinte, Nathan daria números finais ao jogo no Independência, aos 46. O meia de 23 anos, que pouco antes substituíra o autor do primeiro gol, Vinícius Goes, aproveitou cruzamento de Patric da direita desviado por Robinho para sacramentar, de cabeça, o 2 a 0 e a festa atleticana em sua casa.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 2 x 0 CRUZEIRO

ATLÉTICO-MG - Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Jair, Elias, Cazares (Geuvânio), Vinícius Goes (Nathan) e Chará; Ricardo Oliveira (Papagaio). Técnico: Rodrigo Santana.

CRUZEIRO - Fábio; Orejuela, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Ariel Cabral (Robinho) e Thiago Neves (David); Marquinhos Gabriel, Pedro Rocha (Sassá) e Fred. Técnico: Mano Menezes.

GOLS - Vinícius Goes, aos 45 minutos do primeiro tempo; Nathan, aos 46 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Elias e Jair (Atlético-MG); Orejuela, Thiago Neves e Fred (Cruzeiro).

ÁRBITRO - Leandro Pedro Vuaden (RS).

RENDA - R$ 546.290,00.

PÚBLICO - 13.181 pagantes.

LOCAL - Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).
 

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Atlético-MG marca nos acréscimos de cada tempo, vence por 2 a 0 e afunda Cruzeiro

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Por Pery Negreiros, especial para a AE
Com dois gols marcados nos acréscimos de cada etapa, o Atlético-MG saiu vencedor do clássico mineiro contra o Cruzeiro neste domingo por 2 a 0, no estádio Independência, em Belo Horizonte, em jogo válido pela 13.ª rodada do Campeonato Brasileiro, e avançou na tabela de classificação em direção a Palmeiras e Flamengo, seus adversários mais próximos na luta pelo título. De quebra, ainda deixou o time rival na zona da degola, lamentando um jejum que já chega a 10 jogos apenas na competição nacional.

A vitória, a segunda em sequência sobre o rival em seis clássicos no ano, leva o Atlético-MG aos 24 pontos. A equipe se mantém em quarto lugar, mas encosta no Flamengo, terceiro, que tem a mesma pontuação e mais cedo foi derrotado pelo Bahia, em Salvador (os cariocas levam vantagem no saldo: 9 a 6). Também chega mais perto do Palmeiras, que apenas empatou contra o Corinthians e está com 28.

Do outro lado da rivalidade mineira, a sétima derrota da competição, que faz parte de uma sequência de 10 jogos sem um único triunfo sequer no certame, deixa o Cruzeiro na zona de rebaixamento, em 17.º, com apenas 10 pontos.

A tensão no Independência já estava no ar antes mesmo do início do jogo. Na chegada ao estádio, o ônibus com a delegação cruzeirense foi atingido por uma pedra, que por pouco não acertou o lateral-direito Orejuela e o atacante Pedro Rocha. Os dois jogadores estavam sentados próximos à janela danificada, mas nada sofreram.

O clima pesado que vinha de fora era reflexo da atmosfera de rivalidade histórica entre os dois clubes, ainda mais inflamada no último mês após a classificação do Cruzeiro no duelo das quartas de final da Copa do Brasil. Foram faixas provocativas espalhadas por vários pontos de Belo Horizonte, além de atos de vandalismo e até milho espalhado pelo estádio atleticano, tudo isso dando o tom do que seria o encontro deste domingo.

No campo, tais excessos resultaram em um jogo de poucas emoções no primeiro tempo. Os goleiros Cleiton e Fábio quase nada foram incomodados durante boa parte da etapa, que foi repleta de passes errados e muita combatividade no meio de campo.

A posse de bola era maior do Cruzeiro, mas quem chegava com maior efetividade era o Atlético-MG. Em um desses lances ofensivos da equipe da casa, jogada envolvendo os colombianos Chará e Orejuela deixou em dúvida a equipe de arbitragem comandada pelo gaúcho Leandro Pedro Vuaden. Ele recorreu ao VAR e, depois de paralisar a partida por quase cinco minutos, resolveu dar falta de ataque.

Em outra rara oportunidade de gol na etapa inicial, Henrique chutou forte, de fora da área, para boa participação do garoto Cleiton, que mais uma vez substituiu o veterano Victor, lesionado e fora do time há quatro partidas, entre Brasileirão e Copa Sul-Americana.

E o embate prosseguiu sem grandes momentos até que Vinícius Goes, assíduo no time titular do Atlético-MG desde o gol decisivo na vitória sobre a Chapecoense por 2 a 1, fora de casa, resolveu mexer no placar. Aos 45 minutos, o meia veio carregando a bola até vencer a marcação de Henrique e bater para o gol de fora da área, rasteiro, no canto direito de Fábio: 1 a 0.

Sem modificações nas escalações para o segundo tempo, o que ficou mais evidente foi a intenção do time da casa, em vantagem no placar, de chamar o rival para poder responder com mais espaços no contra-ataque.

Os espaços, porém, não eram concedidos como esperado, ainda que Chará e Cazares, constantemente se movimentando e invertendo seus lados pelas pontas do ataque atleticano, continuassem a incomodar a retaguarda adversária.

Tal qual vinha acontecendo em seus últimos jogos, a equipe do técnico Mano Menezes se mantinha com a bola, mas continuava sem imaginação. Como resultado disso, os comandados de Rodrigo Santana, bem mais efetivos, passaram a ameaçar o gol de Fábio com maior tranquilidade. No fim, foram 14 finalizações atleticanas contra 11 cruzeirenses.

Com a entrada de Geuvânio no lugar de Cazares, essa predominância se manteve. Ligado no jogo como raramente acontece, o meia-atacante foi autor de boas movimentações pelo lado direito do ataque. Em uma delas, aos 30 minutos, acertou a trave direita de Fábio após cortar para dentro e bater da entrada da área.

O troco ainda viria aos 43 minutos, com Sassá acertando o poste esquerdo de Cleiton depois de escanteio e bola desviada de cabeça por Dedé. Mas tratava-se apenas do último sopro de esperança cruzeirense na partida, uma vez que, no lance seguinte, Nathan daria números finais ao jogo no Independência, aos 46. O meia de 23 anos, que pouco antes substituíra o autor do primeiro gol, Vinícius Goes, aproveitou cruzamento de Patric da direita desviado por Robinho para sacramentar, de cabeça, o 2 a 0 e a festa atleticana em sua casa.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 2 x 0 CRUZEIRO

ATLÉTICO-MG - Cleiton; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Jair, Elias, Cazares (Geuvânio), Vinícius Goes (Nathan) e Chará; Ricardo Oliveira (Papagaio). Técnico: Rodrigo Santana.

CRUZEIRO - Fábio; Orejuela, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Ariel Cabral (Robinho) e Thiago Neves (David); Marquinhos Gabriel, Pedro Rocha (Sassá) e Fred. Técnico: Mano Menezes.

GOLS - Vinícius Goes, aos 45 minutos do primeiro tempo; Nathan, aos 46 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Elias e Jair (Atlético-MG); Orejuela, Thiago Neves e Fred (Cruzeiro).

ÁRBITRO - Leandro Pedro Vuaden (RS).

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PÚBLICO - 13.181 pagantes.

LOCAL - Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).
 

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