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Briozoários: prefeitura de Balneário Camboriú busca solução, mas a situação é complicada
Quinta, 25/7/2019 17:09.
Divulgação
A Praia Central esta semana

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A prefeitura de Balneário Camboriú, em parceria com a Univali, está fazendo um estudo da situação dos briozoários que afetam a praia central. O mau cheiro e a sujeira incomodam e o governo municipal pretende investir em uma tecnologia para melhorar a situação. O problema é complicado e afeta não só Balneário como destinos turísticos internacionais, como Punta Cana e Miami.

A secretária do Meio Ambiente, Maria Heloísa Lenzi, explica que estão monitorando a praia central diariamente, e então passam as informações coletadas para a Univali analisar. A parceria começou de modo informal, mas depois foi oficializada em contrato, que custou R$ 376.607,34.

“A Univali faz modelagens matemáticas, análises físico-químicas, tudo para tentar entender mais sobre as algas e briozoários que chegam em Balneário”, diz.

Maria Heloísa salienta que estão em busca de uma alternativa para retirar as algas antes delas chegarem na arrebentação, já que é isso que causa o cheiro forte.

“É uma situação complicada, precisamos de um equipamento especial porque esses microrganismos escapam das redes, já que são muito diminutos. Estamos buscando essa tecnologia e gostaríamos de aplicá-la até a temporada de verão, mas ainda não podemos prometer nada”, comenta.

A secretária pontua que destinos internacionais como Miami e Punta Cana também estão passando por problemas com algas e microrganismos. Através de pesquisas já foi possível comprovar que isso acontece por conta de sedimentos que chegam através dos rios e também pelo aquecimento global.

“Isso é no mundo todo, a praia central de Balneário Camboriú é só mais uma onde isso acontece. A limpeza do Rio Marambaia pode ajudar porque irá diminuir a emissão de carga orgânica no mar, mas qualquer sedimento que chegue beneficia. Não podemos dar uma garantia de que os briozoários irão desaparecer”, acrescenta.

Lenzi lembra que os estudos ambientais são complexos e que os briozoários de Balneário são exóticos, o que complica ainda mais no entendimento deles.

“Não sabemos nada sobre eles, como se proliferam, se são de fundo arenoso ou rochoso, se vivem em colônias ou diluídos na água. Está acontecendo uma cultivação em laboratório para ver como eles são e termos mais informações, mas é realmente bem complicado”, explica.

A secretária diz estar ciente dos comentários sobre a sujeira da praia e que isso está ‘espantando’ os turistas, mas ela opina que a presença das algas sempre aconteceu em Balneário Camboriú, mas que antes não havia WhatsApp para as pessoas ficarem comentando.

“Estão colocando na conta do prefeito Fabrício um saldo de muitos anos. O problema não cresceu, é algo de décadas. É o morador de Balneário Camboriú que espanta o turista falando sobre isso. Há muitas outras atrações e praias com qualidade ambiental excelentes e as pessoas insistem em passar essas informações erradas. Estamos lutando para melhorar, mas não é fácil como muitos pensam”, completa.

Punta Cana, situação semelhante 

Miami também sofre com o problema


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Quinta, 25/7/2019 17:09.

A prefeitura de Balneário Camboriú, em parceria com a Univali, está fazendo um estudo da situação dos briozoários que afetam a praia central. O mau cheiro e a sujeira incomodam e o governo municipal pretende investir em uma tecnologia para melhorar a situação. O problema é complicado e afeta não só Balneário como destinos turísticos internacionais, como Punta Cana e Miami.

A secretária do Meio Ambiente, Maria Heloísa Lenzi, explica que estão monitorando a praia central diariamente, e então passam as informações coletadas para a Univali analisar. A parceria começou de modo informal, mas depois foi oficializada em contrato, que custou R$ 376.607,34.

“A Univali faz modelagens matemáticas, análises físico-químicas, tudo para tentar entender mais sobre as algas e briozoários que chegam em Balneário”, diz.

Maria Heloísa salienta que estão em busca de uma alternativa para retirar as algas antes delas chegarem na arrebentação, já que é isso que causa o cheiro forte.

“É uma situação complicada, precisamos de um equipamento especial porque esses microrganismos escapam das redes, já que são muito diminutos. Estamos buscando essa tecnologia e gostaríamos de aplicá-la até a temporada de verão, mas ainda não podemos prometer nada”, comenta.

A secretária pontua que destinos internacionais como Miami e Punta Cana também estão passando por problemas com algas e microrganismos. Através de pesquisas já foi possível comprovar que isso acontece por conta de sedimentos que chegam através dos rios e também pelo aquecimento global.

“Isso é no mundo todo, a praia central de Balneário Camboriú é só mais uma onde isso acontece. A limpeza do Rio Marambaia pode ajudar porque irá diminuir a emissão de carga orgânica no mar, mas qualquer sedimento que chegue beneficia. Não podemos dar uma garantia de que os briozoários irão desaparecer”, acrescenta.

Lenzi lembra que os estudos ambientais são complexos e que os briozoários de Balneário são exóticos, o que complica ainda mais no entendimento deles.

“Não sabemos nada sobre eles, como se proliferam, se são de fundo arenoso ou rochoso, se vivem em colônias ou diluídos na água. Está acontecendo uma cultivação em laboratório para ver como eles são e termos mais informações, mas é realmente bem complicado”, explica.

A secretária diz estar ciente dos comentários sobre a sujeira da praia e que isso está ‘espantando’ os turistas, mas ela opina que a presença das algas sempre aconteceu em Balneário Camboriú, mas que antes não havia WhatsApp para as pessoas ficarem comentando.

“Estão colocando na conta do prefeito Fabrício um saldo de muitos anos. O problema não cresceu, é algo de décadas. É o morador de Balneário Camboriú que espanta o turista falando sobre isso. Há muitas outras atrações e praias com qualidade ambiental excelentes e as pessoas insistem em passar essas informações erradas. Estamos lutando para melhorar, mas não é fácil como muitos pensam”, completa.

Punta Cana, situação semelhante 

Miami também sofre com o problema

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