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PÁGINA 3 / Cidade
Maior preocupação dos moradores de Balneário é com emprego e renda, diz vereador
Quarta, 24/7/2019 18:51.
Divulgação/CVBC

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“A maior preocupação do morador de Balneário Camboriú é emprego e renda, 40% das pessoas hoje estão preocupadas com isso. O segundo ítem é saúde e saneamento básico. Não temos outro viés além do turismo e da construção civil. É um momento difícil”, disse o vereador Nilson Probst, na tribuna livre do Legislativo, semana passada.

Procurado pela reportagem, o vereador disse que baseou sua fala em uma pesquisa que teve acesso e que teria ouvido 500 moradores de Balneário Camboriú sobre suas principais preocupações. Ele explicou que a pesquisa é ‘bem séria’ e garantiu a veracidade das informações.

Os assuntos destacados pelo vereador na referida pesquisa são:

Renda e emprego

“Me chamou a atenção, porque a maior preocupação sempre era segurança e hoje é renda e emprego, que realmente é um problema seríssimo não só da nossa cidade como do país todo. Falando de Balneário, estamos na baixa temporada e naturalmente têm menos empregos nessa época, a construção civil também está retraída e está sendo um dos piores tempos do turismo também”.

Saúde

O segundo tópico mais citado foi a questão da saúde. O vereador opina que ‘é um pouco responsabilidade de Balneário Camboriú e um pouco não’, já que o maior problema hoje é o Hospital Municipal Ruth Cardoso e o seu custeio, pois o local atende não só os moradores da cidade como de toda a região. Atualmente, apenas Balneário arca com as despesas do local, investindo R$ 5 milhões/mês. O Estado prometeu ajudar, mas só a partir de 2020.

“O Ruth precisa ser direcionado urgentemente. Conversei com a direção da Unimed e, por exemplo, eles pagam R$ 0,70 no quilo da roupa para lavar, e dizem que Balneário paga R$ 5, fora medicamentos e demais serviços. Parece que a pediatria é R$ 100 a hora na Unimed e o Ruth paga R$ 200. Tudo é mais caro quando é público”, comenta.

Na opinião de Probst, o ideal seria terceirizar o hospital, já que se ele for administrado por uma ONG, como a Cruz Vermelha que já chegou a ser citada para assumi-lo (de novo), é possível ‘escolher’ os locais mais baratos para adquirir medicamentos e até enviar roupas de cama para lavar.

“Não precisa de licitação. Quando é público o preço vai lá em cima. O atual prefeito dizia que iria resolver a situação, mas três anos se passaram e até agora nada aconteceu. A situação está muito crítica. Se terceirizar e diminuir o custeio mensal já vai ajudar muito”, opina.

Saneamento e Rio Marambaia

O terceiro ponto mais citado seria a questão do saneamento e do Rio Marambaia, que gera debates de grupos e inclusive no WhatsApp, uma situação que gera desconforto há anos. Nanobolhas foram instaladas no local, mas é algo que demanda tempo e não deve ser resolvido com rapidez.

“O esgoto e o Marambaia estão totalmente atrelados ao turismo. Itapema, Bombinhas e outras praias da região tiveram uma das melhores temporadas, e em Balneário caiu. Conheço médicos e o pessoal que trabalha em farmácias e muitos profissionais me disseram que teve muita gente passando mal pela poluição da praia. O turista quer entrar no mar e a notícia se espalha, temos que resolver isso tudo o quanto antes”, afirma.

Probst reconhece que Balneário de fato é bem saneada, mas lembra que é preciso ampliar a rede, já que, segundo ele, só foram feitas mais ligações. Ele cita que ‘fizeram os canais quando a cidade tinha 20 mil habitantes, e hoje tem 130 mil’.

Investir mais

“Precisamos investir mais nesses pontos. Balneário Camboriú tem dinheiro, mas falta uma boa administração e planejamento. Camboriú, por exemplo, não faz porque não tem verba, mas Balneário tem. Não dá para entender porque não resolvem essas situações”, completa.

A reportagem procurou o prefeito Fabrício Oliveira diversas vezes, mas até a publicação da matéria ele não retornou o contato. Caso ele se pronuncie, esse texto será atualizado. 


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Maior preocupação dos moradores de Balneário é com emprego e renda, diz vereador

Divulgação/CVBC

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Quarta, 24/7/2019 18:51.

“A maior preocupação do morador de Balneário Camboriú é emprego e renda, 40% das pessoas hoje estão preocupadas com isso. O segundo ítem é saúde e saneamento básico. Não temos outro viés além do turismo e da construção civil. É um momento difícil”, disse o vereador Nilson Probst, na tribuna livre do Legislativo, semana passada.

Procurado pela reportagem, o vereador disse que baseou sua fala em uma pesquisa que teve acesso e que teria ouvido 500 moradores de Balneário Camboriú sobre suas principais preocupações. Ele explicou que a pesquisa é ‘bem séria’ e garantiu a veracidade das informações.

Os assuntos destacados pelo vereador na referida pesquisa são:

Renda e emprego

“Me chamou a atenção, porque a maior preocupação sempre era segurança e hoje é renda e emprego, que realmente é um problema seríssimo não só da nossa cidade como do país todo. Falando de Balneário, estamos na baixa temporada e naturalmente têm menos empregos nessa época, a construção civil também está retraída e está sendo um dos piores tempos do turismo também”.

Saúde

O segundo tópico mais citado foi a questão da saúde. O vereador opina que ‘é um pouco responsabilidade de Balneário Camboriú e um pouco não’, já que o maior problema hoje é o Hospital Municipal Ruth Cardoso e o seu custeio, pois o local atende não só os moradores da cidade como de toda a região. Atualmente, apenas Balneário arca com as despesas do local, investindo R$ 5 milhões/mês. O Estado prometeu ajudar, mas só a partir de 2020.

“O Ruth precisa ser direcionado urgentemente. Conversei com a direção da Unimed e, por exemplo, eles pagam R$ 0,70 no quilo da roupa para lavar, e dizem que Balneário paga R$ 5, fora medicamentos e demais serviços. Parece que a pediatria é R$ 100 a hora na Unimed e o Ruth paga R$ 200. Tudo é mais caro quando é público”, comenta.

Na opinião de Probst, o ideal seria terceirizar o hospital, já que se ele for administrado por uma ONG, como a Cruz Vermelha que já chegou a ser citada para assumi-lo (de novo), é possível ‘escolher’ os locais mais baratos para adquirir medicamentos e até enviar roupas de cama para lavar.

“Não precisa de licitação. Quando é público o preço vai lá em cima. O atual prefeito dizia que iria resolver a situação, mas três anos se passaram e até agora nada aconteceu. A situação está muito crítica. Se terceirizar e diminuir o custeio mensal já vai ajudar muito”, opina.

Saneamento e Rio Marambaia

O terceiro ponto mais citado seria a questão do saneamento e do Rio Marambaia, que gera debates de grupos e inclusive no WhatsApp, uma situação que gera desconforto há anos. Nanobolhas foram instaladas no local, mas é algo que demanda tempo e não deve ser resolvido com rapidez.

“O esgoto e o Marambaia estão totalmente atrelados ao turismo. Itapema, Bombinhas e outras praias da região tiveram uma das melhores temporadas, e em Balneário caiu. Conheço médicos e o pessoal que trabalha em farmácias e muitos profissionais me disseram que teve muita gente passando mal pela poluição da praia. O turista quer entrar no mar e a notícia se espalha, temos que resolver isso tudo o quanto antes”, afirma.

Probst reconhece que Balneário de fato é bem saneada, mas lembra que é preciso ampliar a rede, já que, segundo ele, só foram feitas mais ligações. Ele cita que ‘fizeram os canais quando a cidade tinha 20 mil habitantes, e hoje tem 130 mil’.

Investir mais

“Precisamos investir mais nesses pontos. Balneário Camboriú tem dinheiro, mas falta uma boa administração e planejamento. Camboriú, por exemplo, não faz porque não tem verba, mas Balneário tem. Não dá para entender porque não resolvem essas situações”, completa.

A reportagem procurou o prefeito Fabrício Oliveira diversas vezes, mas até a publicação da matéria ele não retornou o contato. Caso ele se pronuncie, esse texto será atualizado. 

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