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Deputado Eskudlark critica governo por investimento em ponte dívidas na saúde

Leonardo Brandt - Em um forte discurso no plenário da Assembleia Legislativa, o deputado Mauricio Eskudlark (PR) voltou a questionar o Governo do Estado sobre os altos investimentos que vem sendo realizados na Ponte Hercílio Luz, enquanto existem denúncias de diversos problemas na saúde de Santa Catarina - setor que, para o parlamentar, deveria ser prioridade.

Eskudlark citou a coluna do jornalista Rafael Martini, do Diário Catarinense, que mostrou as visitas do governador e lideranças do Estado à ponte Hercílio Luz. O texto relata os investimentos e o ritmo acelerado da obra e, em contraponto, também revela a falta de antibióticos na rede pública e o não pagamento de empresas terceirizadas que realizam serviços essenciais.

“É um contrassenso. Ao invés da prioridade estar na saúde ou nos hospitais, o dinheiro está sendo investido na ponte Hercílio Luz. É uma inversão de valores. O povo catarinense não entende o motivo de investir nesta ponte que não vai ajudar na mobilidade urbana. E mesmo sendo recuperada não vai ter o trânsito de veículos. Estão sendo gastos milhões, enquanto estamos tenho dívidas na saúde, falta de medicamentos e falta de recursos para cirurgias”, desabafou o parlamentar.

O deputado explica que a reportagem publicada relata a falta frequente de antibióticos no almoxarifado da Secretaria de Saúde.

“No Celso Ramos, de Florianópolis, devido à falta rotineira destes medicamentos a farmácia do hospital precisa emitir relatórios semanais, especificando o consumo médio mensal, informando sobre os mais utilizados e o nível de estoque. No Hospital Regional de São José, por exemplo, nesta segunda-feira não havia Piperacilina, um dos antibióticos mais utilizados. E esses são apenas dois, dos vários exemplos que vemos no Estado todo” destacou.

Falta de pagamento

O deputado ainda repercutiu a informação de que a Orcali, prestadora de serviços terceirizados de limpeza, copa e cozinha em 13 hospitais da rede pública estadual, que emprega cerca de mil funcionários, tenta um acordo para receber o pagamento de uma dívida superior a R$ 20 milhões de reais que o Estado possui com a empresa. Caso isso não ocorra, os serviços podem ser suspensos.

“Nossa cobrança é o desejo do povo catarinense. Acredito que se nossos governantes querem fazer um tour, que ele seja feito no Celso Ramos, no Hospital de São José, no de Chapecó e Joinville, e, tantos outros, para ver onde realmente estamos enfrentando problemas. E não naquela ponte onde já foram enterrados milhões em recursos nos últimos 20, 30 anos e até agora não serviu pra nada. E quando estiver pronta, se é que um dia vai ficar, também não vai servir”, cobrou Eskudlark.


Sexta, 11/8/2017 9:14.




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