Jornal Página 3

OAB emite nota de repulsa a brasileiro libertado na Venezuela
Reprodução/Facebook

Quinta, 11/1/2018 14:22.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB de Balneário Camboriú emitiu uma nota criticando duramente a atitude de Jonatan Moisés Diniz, que admitiu em vídeo ter incitado a própria prisão.

Para a comissão, a atitude foi "egoísta, vaidosa, irresponsável, desnecessária e desrespeitosa com centenas de pessoas dos dois países que, anonimamente, ENVIDARAM esforços para preservar sua integridade física, e obter sua libertação".

Veja abaixo na íntegra o vídeo do brasileiro e a nota da OAB.

NOTA da OAB

A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA 15a SUBSEÇÃO OAB - Balneário Camboriú-SC, acerca do episódio envolvendo a prisão e libertação de Jonatan Moisés Diniz pelo Governo da Venezuela, e também acerca da reunião realizada ontem, 10 de janeiro, convocada por sua ONG, cujo o anúncio propagandeava, além da oficialização DAQUELE coletivo, esclarecimentos sobre a prisão e libertação do Jovem. A CDH, com vista a dar uma satisfação a todos aqueles que foram instados por ela para auxiliar na resolução deste incidente, MANIFESTA-SE nos seguintes termos:

Causou-nos repulsa a manifestação de Jonathan prestadas no vídeo enviado pelo mesmo, de que sua prisão teria sido premeditada, e que tinha como intuito, chamar a atenção do mundo para as mazelas sociais que ocorrem na Venezuela, bem como, convocar as pessoas a ajudar sua ONG. Mais que desprezível, classificamos essa atitude como egoísta, vaidosa, irresponsável, desnecessária e desrespeitosa com centenas de pessoas dos dois países que, anonimamente, ENVIDARAM esforços para preservar sua integridade física, e obter sua libertação.

Pessoas que compõem os corpos diplomáticos dos dois países, OAB em todas as suas esferas, imprensa, ONGs sérias, dedicadas à preservação dos direitos humanos, e principalmente os profissionais que prestam serviços ao governo venezuelano, que colocaram em risco sua credibilidade e seus negócios com aquele país, tudo com vistas a trazer Jonathan de volta para casa, em segurança.

Classificamos como inadmissível que alguém, seja quem for, propositalmente aja no sentido de agravar uma crise diplomática já existente, sem levar em consideração as consequências de seu ato. Não acreditamos que de uma mentira seja possível nascer algo capaz de fazer o bem às pessoas, e mais que isso, não acreditamos que alguém que seja capaz de tamanha irresponsabilidade, tenha condições de cuidar de quem quer que seja.

Tais fatos devem ser elucidados, com a apuração do grau de responsabilidade do seu causador, bem como, se há envolvimento de terceiros, que também devem responder por seus atos, caso comprovada tal premissa.

Por fim, essa Comissão aproveita a oportunidade para apresentar suas escusas às pessoas e instituições dos Brasil e da Venezuela indevidamente importunadas para auxiliar na resolução deste incidente, porém, reiterando seu compromisso de seguir defendendo os Direitos Humanos, por mais adversas que sejam as condições para isso.

Balneário Camboriú, SC, 11 de janeiro de 2018.
COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA 15a SUBSEÇÃO OAB/SC


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